O Dogma de Nossa Senhora Mãe de Deus.
- Província São Paulo Apóstolo

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No dia 1º de janeiro, a Igreja celebra a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, uma das mais antigas e significativas festas marianas. Essa solenidade recorda o dogma da Maternidade Divina, proclamado oficialmente no Concílio de Éfeso (431), que afirma que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (Theotokos).

A Igreja ensina que Jesus Cristo é uma única Pessoa, a do Filho eterno de Deus, com duas naturezas: divina e humana. Ao conceber Jesus por obra do Espírito Santo, Maria não deu origem apenas à sua natureza humana, mas à Pessoa divina do Filho, que assumiu a nossa humanidade em seu seio. Por isso, Maria é Mãe de Deus, não porque tenha gerado a divindade, mas porque gerou aquele que é Deus feito homem.
Esse ensinamento está profundamente enraizado na Sagrada Escritura. No Evangelho de Lucas, Isabel, cheia do Espírito Santo, chama Maria de “a mãe do meu Senhor” (Lc 1,43), reconhecendo que o Filho que ela carrega é o próprio Senhor. O Catecismo da Igreja Católica confirma essa fé ao afirmar que a Igreja confessa Maria como verdadeira Mãe de Deus (CIC 495).
A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, celebrada no primeiro dia do ano e na Oitava do Natal, destaca o papel único de Maria na história da salvação. Ela está intimamente unida ao mistério da Encarnação e à obra redentora de Cristo, sendo não apenas Mãe do Salvador, mas também Mãe da Igreja e nossa Mãe espiritual.
Ao entregar Maria ao discípulo amado aos pés da cruz, Jesus confiou-a a todos nós. Assim, Maria continua a exercer sua maternidade na vida da Igreja, intercedendo por seus filhos e conduzindo-os a Cristo. Contemplar Maria como Mãe de Deus é, portanto, reconhecer a grandeza da Encarnação e acolher com confiança o cuidado materno daquela que nos conduz à esperança, à paz e à salvação em seu Filho.
Fonte: Minha Biblioteca Católica.




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