
Província São Paulo Apóstolo
6 de jan. de 2026
“...Mesmo debilitado pela idade e pela doença, Pe. José do Amaral participava ativa e fielmente de todas as reuniões e encontros da diocese”.
No dia em que completou cinqüenta e sete anos de ordenação, faleceu nosso coirmão mais velho de consagração palotina, Pe. José Rodrigues do Amaral. Nascido na cidade de Carlópolis (Diocese de Jacarezinho) no dia 12 de setembro de 1922, filho de Marcos Rodrigues Amaral e de Maria Aparecida da Conceição, batizado na Paróquia Senhor Bom Jesus de Carlópolis (PR) no dia 17 de setembro de 1922, por Frei Júlio, Capuchinho.
Pe. Amaral ingressou no Seminário Menor no dia 15 de maio de 1935, onde permaneceu até 1941. Os estudos de Filosofia foram feitos em Polêsine (RS) de 1943 a 1945, os de Teologia em São Paulo (SP), no Seminário Ipiranga, de 1948 a 1950 e concluídos em Londrina em 1951. O ingresso no Noviciado foi no dia 25 de março de 1942, emitindo sua primeira consagração na Pia Sociedade das Missões (PSM) em 25 de março de 1944. Ordenado presbítero, no dia 6 de janeiro de 1951, na Matriz do Sagrado Coração de Jesus de Londrina, por Dom Geraldo de Proença Sigaud. Iniciou seu ministério na mesma cidade, trabalhando como coadjutor da Matriz – na época, a única paróquia da cidade – e como colaborador no Seminário Menor. De setembro a dezembro de 1952, ajudou na Paróquia S. João Batista de São Paulo (SP). De dezembro de 1952 a março de 1954, desempenhou seu apostolado em Presidente Prudente (SP) como vigário paroquial e, sucessivamente, como pároco. Em abril de 1952, voltou para o Seminário de Londrina, onde foi professor e diretor espiritual. Em janeiro de 1957, retornou mais uma vez para Presidente Prudente, Paróquia S. Sebastião, desempenhando o encargo de pároco até outubro de 1961. Durante esse período, Pe. Amaral preparou a criação da nova Diocese de Presidente Prudente e se tornou o primeiro Cura da Catedral, que logo depois foi entregue ao bispo. Em janeiro de 1961, foi transferido para Cornélio Procópio como vigário substituto. Ajudou Pe. Carlos Probst em Tamarana (PR) de maio de 1962 a março de 1965, tendo, em 1963, substituído o pároco de Marumbi por alguns meses. De março de 1965 a 28 de junho de 1969, foi pároco de Caloré e, sucessivamente, até 31 de dezembro de 1972, foi pároco de Mandaguari (PR). Nos anos seguintes, esteve também em Florestópolis e Umuarama. Aos 7 de outubro de 1976, recebeu licença do Conselho Provincial para trabalhar junto às comunidades neo-catecumenais de Franca (SP). Sempre ligado às comunidades neo-catecumenais, Pe. Amaral se reintegrou à Província, assumindo, no dia 14 de fevereiro de 1985, a Paróquia Rainha dos Apóstolos de Vila Monumento de São Paulo como pároco e, em 27 de janeiro de 1986, foi nomeado pároco da Paróquia Santa Teresinha de S. Bernardo do Campo (SP). Nessa paróquia terminou seus dias, consumindo suas energias até o fim.
Padre Amaral era profundo conhecedor do idioma alemão; mesmo não falando, lia muito nessa língua. Além disso, sua biblioteca, vasta e atualizada, testemunha um apaixonado amor pelo estudo da Bíblia, da teologia e da cultura hebraica. Era muito considerado pelos padres da diocese de Santo André e admirado pela sua vida de estudo e de oração. Prova disso foi o grande número de padres da diocese que se fizeram presentes na celebração das exéquias e o testemunho de D. Nelson Westrupp, Bispo de Santo André: “mesmo debilitado pela idade e pela doença, Pe. José do Amaral participava ativa e fielmente de todas as reuniões e encontros da diocese”. Muitos coirmãos palotinos também estiveram presentes ao funeral, entre eles, o Reitor Geral, Pe. Friedrich Kretz. Na última reunião da Comunidade Local de São Paulo, Pe. Amaral fez uma emocionada revisão de vida e confidenciou a um dos coirmãos que desejava fazer o mesmo no próximo encontro provincial.
No dia 6 de janeiro de 2008, enquanto esperava uma carona que o levaria a rodoviária para viajar para o encontro provincial em Londrina, sofreu um infarto na casa paroquial e foi encontrado, poucos minutos depois, já sem vida, por paroquianos. Não foi necessária outra confissão pública: toda sua vida, com suas conquistas e derrotas, qualidades e defeitos, sorrisos e lágrimas, está agora imersa no Infinito Amor e Misericórdia.
São Paulo, 23 de fevereiro de 2008
Pe. Humberto Geller e Pe. Júlio Endi Akamine, SAC
