Os missionários palotinos no Maranhão

Pe. Antonio Mouzinho, SAC

    São Vicente Pallotti (1795-1850) foi um sacerdote do clero romano. Nasceu na cidade de Roma e lá exerceu seu apostolado, todo seu trabalho missionário como padre. Mas sua visão de missão sempre foi além da realidade que viveu. Mesmo nunca tendo saído da Cidade Eterna, seus horizontes missionários forma para muito além do continente europeu. Ora, este espírito de missão e as necessidades da Igreja em seu tempo o levaram a fundar uma obra, com forte desejo de contribuir no anúncio do Evangelho de Jesus Cristo em terras carentes desta Palavra que tem valor de Eternidade.

    Num tempo de grandes provações para a Igreja Católica na Europa dos anos 1800 e a perseguição destemida a Ordens e Congregações Religiosas e com consequentes fechamentos de muitos conventos, o jovem sacerdote Vicente Pallotti se sente impelido a dar uma resposta positiva a tantos problemas surgidos. A Fé Católica foi atacada em cheio por ‘inimigos de Cristo e da Igreja’. Nesse sentido, nosso querido Pallotti foi inspirado a viver este sonho: “reavivar a fé e reacender a caridade”.

   Para isto, fundou uma Obra intitulada União do Apostolado Católico, agregando os batizados de todas as categorias com a missão de testemunhar o Amor de Deus através da vivência do batismo, este primeiro e marcante encontro de cada cristão com Cristo e com a Fé professada, vivida e anunciada por nossa Mãe Católica. Mas por ser muito ampla, desta Obra emergiu dois grupos específicos que se tornariam, futuramente, como que os garantes do carisma e da fidelidade à ideia original do Fundador: a Sociedade do Apostolado Católico (Congregação dos Padres e Irmãos Palotinos) e a Congregação das Irmãs Palotinas, portanto, um ramo masculino e um ramo feminino de Filhos Espirituais de São Vicente Pallotti.

    O ramo masculino, a Sociedade do Apostolado Católico, mais conhecida como Padres e Irmãos Palotinos, está presente no Maranhão, nesta bonita Região Nordeste do Brasil, desde meados de 1991. Chegaram na cidade de Codó (Leste do Estado), na ainda recém erigida Diocese de Coroatá, a pedido do seu Primeiro Bispo Dom Reinaldo Pünder. Os pioneiros desta Missão Palotina no Maranhão foram os Padres Alemães Oswaldo Dutzig, José Wasensteiner e Jakob Wasensteiner. Vieram para os trabalhos paroquiais em duas paróquias também a pouco erigidas em áreas de periferia da referida cidade de Codó, a Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, na região próxima à entrada da cidade e a Paróquia São Raimundo Nonato na região da Trizidela, saída da cidade em direção ao vizinho município de Timbiras.

    Atualmente a Comunidade dos Palotinos em Codó está formada por sete sacerdotes, sendo um alemão e seis brasileiros, destes um baiano, um paranaense e quatro maranhenses. Na paróquia Santa Teresinha trabalham: Padre Antonio Júnior Diogo, SAC; Padre Antonio José Mouzinho de Sousa, SAC; Padre Daniel Max da Silva Ferreira, SAC. Em São Raimundo trabalham: Padre José Wasensteiner, SAC; Padre Fernando Santana de Souza, SAC; Padre Marcone Silva Castro, SAC. Em espírito de cooperação, o padre José Orlando está atendendo a Paróquia São Sebastião, além de ser o idealizador e, neste período, responsável pela Comunidade Terapêutica Mãe do Divino Amor, uma obra social, que atende pessoas vítimas da drogadição. Mas além dos trabalhos paroquiais os palotinos também estão envolvidos em serviços a nível diocesano: padre Antonio Diogo acompanha o Movimento do ECC (Encontro de Casais com Cristo); Padre José auxilia a Pastoral da Criança e o Padre Mouzinho está como Coordenador do Núcleo da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) na Diocese de Coroatá, entre outras colaborações apostólicas.  

    Deste modo, já se vão mais de um quarto de século da presença missionária dos Padres e Irmãos Palotinos na Diocese de Coroatá. Neste ano em se celebra o Jubileu dos 40 anos de sua Ereção Canônica, os Palotinos louvam a Deus pelas inúmeras graças derramadas sobre esta Igreja Particular. Também aos palotinos foram dados motivos fortes agradecer pelos trabalhos nestes 26 anos de presença na cidade de Codó. Desta missão podem ser reconhecidos inúmeros frutos: comunidades formadas; lideranças conscientes do seu batismo e empenhadas na missão; vocações nativas embebidas do carisma palotino, entre outros.

    De fato, já são presentemente oitos padres palotinos nativos destas terras maranhenses que enriquecem a Família dos Filhos Espirituais de São Vicente Pallotti: Pe. José Orlando, SAC (Codó, 2001); Pe. José Francisco Filho, SAC (Codó,2009); Pe. Bruno Áthila, SAC (Codó,2012); Pe. Antonio Mouzinho, SAC e Pe. Reginaldo Rios, SAC (Timbiras, 2014); Pe. Sergilson Brandão, SAC (Codó,2016); Pe Daniel Max, SAC e Pe. Marcone Castro, SAC (Codó, 2017). É sem dúvida uma grande graça poder contarmos com o dom da vocação, fruto da missão. E Deus continua a chamar. E aos jovens cabe a fé e a coragem para dar uma resposta compromissada com o Reino de Deus que está sempre em construção contando com novos operários.

comunidade dos palotinos em codó-ma

paróquia santa terezinha

Paróquia São Raimundo

Comunidade terapêutica Mãe do Divino Amor

Padres Palotinos Maranhenses

palotinos que trabalham no maranhão atualmente

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