Beatificação de Elisabetta Sanna, leiga viúva cooperadora de São Vicente Pallotti

   O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, presidiu em nome do Papa neste sábado (17/9), em Codrongianos, na Ilha italiana da Sardenha, à celebração Eucarística de Beatificação de Elisabetta Sanna, leiga viúva, Terciária da Ordem de São Francisco e integrante da União do Apostolado Católico (UAC), fundada por São Vicente Pallotti. Da Província São Paulo Apóstolo participaram da Solene Celebração Eucarística o Reitor Provincial, Pe. José Elias Fadul, e os padres José Lino Oliveira e Reinaldo Baggio, além do bispo auxiliar de São Paulo, Dom Julio Endi Akamine.

   Elisabetta nasceu em Codrongianos, na Sardenha, em 1788, e morreu com fama de santidade em Roma, em 1857. Logo após a sua morte, sua fama aumentou de forma extraordinária. São Vicente Pallotti foi seu diretor espiritual por 18 anos.

Superação

   Há quatro meses da sua morte, em 15 de junho de 1857, teve início a sua Causa de Beatificação. Elisabetta foi acometida pela varíola três meses após o nascimento e não pode mais levantar os braços: movia os dedos e os pulsos, mas não podia levar a comida à boca; não podia fazer o Sinal da Cruz, nem se pentear, lavar o rosto, trocar de roupa. Em compensação, podia fazer pão, conseguindo assim criar e educar cinco filhos.

   Apesar do seu problema físico, casou-se e teve sete filhos dos quais dois morreram muito cedo. Elisabetta educou e deu catecismo a seus filhos e às crianças do seu município. As portas da sua casa eram abertas a todas às mulheres que queriam aprender cantos litúrgicos e orações.

Com a morte do marido, depois de 17 anos de casamento, ela assumiu a responsabilidade familiar e domiciliar e cresceu na vida espiritual. Com a reflexão das homilias quaresmais, quis partir como peregrina para a Terra Santa. Não podendo receber o visto, resolveu ir em peregrinação a Roma.

   Tendo-se agravado seu problema físico, dedicou-se à assistência aos descartados, sem-teto, enfermos, pobres e órfãos das Casas fundadas por Padre Pallotti; levava a paz às famílias, convertia os pecadores, assistia os moribundos e era sacristã da sua paróquia. Acompanhou o desenvolvimento do Instituto fundado pelo Padre Vicente Pallotti, a Congregação dos Palotinos, por 22 anos, até à sua morte em Roma, aos 69 anos de idade.

   Aos poucos, a presença da Comunidade Palotina estendeu-se por todos os continentes e, atualmente, trabalha em mais de 40 países, entre os quais o Brasil.

Imagens da Beatificação de Elizabetta Sanna:

©2020. Palotinos. Província São Paulo Apóstolo.